terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O pensamento e o ato

Ah se meus atos refletissem o que penso.
Ah se meus atos não fossem impulsionados pelo calor do momento.
Ah se meus atos fossem perfeitamente calculados para minimizar erros.
Ah se meus atos não me trouxessem consequências.

Caso assim fosse, a vida poderia não ter sentido.
Ou ainda, seria perfeita demais para ser vivida.
Prefiro acreditar que estes atos não sejam simplesmente falhas, 
mas a essência do ser humano;
que prefere viver à base de emoções e situações inesperadas,
capazes de manter a cabeça viva e o pensamento engrenado 
para realização de mais um ato contrário a ele.




Ao som de: Sam Smith - Stay With Me - (Nelsaan Chillout Remix)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A caminho do abismo - Primeira página


Enfim uma noite chuvosa e agradável para refletir. Após dias instáveis em que alternavam entre o frio e o calor insuportável, finalmente posso sentir a brisa deste clima sublime e que me atrai quando estou cabisbaixo. Confesso que por vezes me sinto bem neste estado de espírito, pois são estes os momentos em que tenho inspiração para pensar sobre a vida e sobre minhas decisões do dia-a-dia.

Hoje deixei de lado meu orgulho e resolvi pensar a respeito de meus defeitos.
Ultimamente tenho exaltado bastante o meu ego, sentindo-me superior às pessoas, em diversos sentidos. Tenho ciência do quão ruim é este sentimento. A prepotência, antes de qualquer coisa, é um sinal de fraqueza, uma vez que  acontece devido à necessidade de lograr o respeito de alguém ou simplesmente sentir-se superior a outrem, em prol de um sentimento de satisfação individual.

Acredito que eu não tenha chegado a este ponto, mas se tivesse chegado, com certeza não iria admitir tal defeito. O que me resta é policiar-me para que isto não mais aconteça e que eu finalmente possa entender que a admiração dos outros pela minha pessoa seja tão natural quanto às boas ações que eu fizer sem esperar nada em troca. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Isolation is not that bad

A few weeks ago I watched an Argentinean movie called Medianeras. It is such a great movie with an extraordinary soundtrack  - which I am listening right now. It talks about how crazy our life is and how to deal with isolation. In the end, I started to think about how small we are in the middle of this world and how our society values were built. 
According to them we have to grow up surrounded by a lot of people and friends. Of course, it is good to have someone around you, but there are some people who just do not feel good with that situation and prefer to be alone. It would be ok if people accepted that, but no; they usually criticize those who are different of them.
In my particular case, I like to be surrounded by people, but frequently I feel like being alone is good. I really enjoy having my privacy, where I can express all my feelings and emotions and think about my life.  
The idea of isolation that I am talking about is not the one where you are completely off screen of the world. It is about being alone most part of the time, but having some friends who are not that close to you.
I am just like this and because of that people judge me telling that I am a person with no feelings and who does not care about the others.

Well, I think that we don’t have to follow the society rules with we are not doing bad things for someone. We are free to choose our path, and that is the beauty of the life. Our differences are what make us so special. 

Notes: This text was written in Philadelphia-USA, September 28th of 2014.

Listening: Daniel Johnston - Worried shoes.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

A manhã definidora

Semanas atrás, procurei entender qual seria o fator preponderante de nosso humor durante o dia. Após uma análise, não muito crítica, cheguei à conclusão de que nossas primeiras ações matinais eram as responsáveis pelo nosso estado de espírito pelo resto do dia.
Para confirmar minha teoria, em pleno dia de meu aniversário, acordei com certa agustia, ainda decorrente de acontecimentos do dia anterior. Esta angústia me acompanhou pelo resto do dia, e apesar de ter recebido várias mensagens de felicitações de amigos e parentes, este sentimento ruim com o qual acordei, permanecia encrustado em meu pensamento. Confesso que tentei diversas vezes erguer a cabeça e expulsar este infortúnio de minha cabeça, porém não consegui. 
No final da noite, cheguei à conclusão de que não consegui mudar o meu humor, pois este já havia sido definido no momento em que acordei, e que, por mais que tenham acontecido fatos positivos, o único fator negativo foi superior a qualquer outro sentimento. 
Hoje, três dias depois, acordei com um entusiasmo enfurecedor, um positivismo sem precedente.Apesar das agulhadas de minha mãe logo cedo, não mudei meu estado de espírito e permaneço nesta motivação até o presente momento. 
Não me dei ao trabalho de procurar alguma teoria a respeito do assunto, sou até avesso à certas teorias que tratam de sentimentos, já que estes são bem particulares e variam de pessoa para pessoa. Esta é apenas a opinião de alguém que não estudou o assunto, mas que, me comprometerei a pesquisar algo a respeito, a fim de manter minha posição, ou de render-me às análises dos especialistas.


Listening Foster The People - Coming of age
Jundiaí, 24 de Junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

As oscilações da existência

A vida é realmente digna de exaltação; é a definição perfeita do ditado ‘’caixinha de surpresas’’. Por mais que façamos planos, sempre haverá uma intervenção, eu diria que divina, capaz transformá-la em algo totalmente novo e desconhecido ao nosso entendimento. Transformações estas, que nos mantêm vivos e em busca de melhorias e renovações.
Não fossem esses vicissitudes, nós humanos, possivelmente  seríamos seres como outro qualquer. Incapazes de progredir, acostumados à rotina cotidiana.  Sendo assim, temos apenas que aceitar estas metamorfoses e adaptar-nos a elas, despertando a cada dia um recomeço rumo à evolução de nossa espécie.  


Ao som de Los Hermanos - Pois É.
Jundiaí 09 de junho de 2014 às 02:13